A Perpetuação e a Decadência

Atualizado: 11 de Jul de 2018


O continuísmo na gestão de muitos órgãos de classe do país, além de evidenciar a incapacidade de inovação e renovação, evidencia uma grave crise de liderança, promovida pela falta de vontade de fomentar um processo sucessório nas instituições. Em alguns estados observamos que os atuais gestores até realizaram muitas obras físicas, construíram escolas, centros de treinamento, colônias de férias, mas nunca demonstraram a mínima preocupação em deixar um legado humano e preparar novas lideranças para dar continuidade aos objetivos das instituições, de forma inovadora e compatível com os novos tempos e a evolução tecnológica imposta pela globalização.

Em muitos casos observa-se um excesso de centralização e critérios equivocados de nomeação de gestores, colocando sempre nos cargos mais estratégicos pessoas que simplesmente sejam cumpridores de ordens e não tenham a capacidade de questionar e nem de promover mudanças nos processos, nas políticas e principalmente na filosofia dessas instituições.

Com a crise instalada hoje em nosso país, podemos observar o reflexo por toda parte: a economia estagnada, as empresas com grandes dificuldades de alcançar seus resultados, a corrupção espalhada por todos os lugares, baixo desenvolvimento social e, para completar essa crise, não se observa nos órgãos de classes e nas lideranças empresariais nenhuma iniciativa para transformar essa situação. A falta de confiança no país, nas pessoas, nos políticos e na estruturação de uma política global séria, mais justa, igualitária, sustentável, ética e desenvolvimentista parece estar cada vez mais diminuindo ou paralisando o desenvolvimento das instituições que deveriam ser indutoras da retomada do desenvolvimento do país no comércio e na indústria.

Diante de um cenário de grande dificuldade e desconfiança, cabe aos líderes de classes instituírem a motivação necessária, o acompanhamento e o desenvolvimento de empresas e pessoas para que possam atravessar a crise, como fizeram grandes nomes na história do mundo.

Uma equipe sem um líder forte, participativo e que crie um ambiente cooperativo e harmônico, nunca entregará seus resultados, pensando assim as “lideranças” que no passado de alguma forma contribuíram para o desenvolvimento de um segmento da economia, deveriam ter a capacidade de entender que mudanças precisam ser implantas com urgência, de forma planejada, e que a principal mudança é a passagem do bastão para pessoas sérias e competentes, capazes de promover as transformações necessárias para retomada do crescimento econômico e social do segmento para o qual trabalha.

A crise atual que o associativismo e os órgãos de classe vivem é fruto provavelmente da grande individualização e perpetuação nas gestões, o famoso “primeiro eu” e se possível “sempre eu”, mas não há mais espaço para esse modelo de gestão, num mundo em que as transformações são cada vez mais rápidas e impactantes.


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