As empresas não morrem somente por fazer coisas erradas...



Estudos apontam que gestores dedicam grande parte de suas horas de trabalho para atividades pouco produtivas, seja “apagando incêndios” como geralmente se fala, ou dedicando-se a outras atividades que pouco contribuem para eficiência da organização.

Pesquisas da consultoria empresarial ProGeps, publicadas em 2010, indicam que cerca de 59% do tempo dos gestores são dedicados a este tipo de atividade, contra apenas 16% do tempo de dedicação exclusiva as atividades de gestão propriamente ditas, vale salientar que os especialistas assinalam que o indicado é que pelo menos 35% do tempo do gestor seja focado em atividades de gestão, permitindo assim uma maior produtividade.

O interessante é que estes números demonstram como a bússola dos gestores aponta na direção de identificar o que vem sendo feito de errado, para então corrigir.

Não que corrigir erros não seja algo importante, é imprescindível para as organizações, bem como elaborar maneiras de evitar que os mesmos erros se repitam. Todavia é preciso refletir sobre algumas outras questões.

Vejamos o caso da Kodak, tudo começou com George Eastman, produzindo placas metálicas secas com emulsões de sais de prata para fotografia, no distante ano de 1878. Alguns anos depois a companhia lançou a primeira máquina fotográfica da marca, uma solução revolucionária para fotografia da época, tornando o processo de fotografar muito mais simples e prático que o método usual. Na época, Eastman fornecia uma máquina fotográfica completa, com 100 poses; para revelar, bastava o cliente enviar a máquina inteira para a companhia, que devolvia as impressões prontas e já colocava mais um filme na máquina, uma revolução.

Na sequência das inovações da empresa, foi lançado o primeiro rolo de filme de celuloide transparente e flexível da história, estavam lançadas as bases da fotografia amadora e a empresa passou a dominar 90% do mercado de filmes, uma verdadeira revolução no mundo da fotografia.

Ainda em meados dos anos 70, os engenheiros da empresa criaram a primeira câmera digital, ainda um protótipo, grande pesada e pouco eficiente. Porém novamente a Kodak saia na frente, tinha nas mãos algo que os concorrentes ainda não possuíam e a maior parte do mercado sequer imaginava ser possível.

Ocorre que na época a Kodak já era a maior fornecedora mundial de filmes e produtos químicos para revelação de fotografias e caso a tecnologia das câmeras digitais se concretizasse, era algo que efetivamente colocaria em risco o negócio tradicional da empresa, algo no que eles eram realmente muito bons.

A grande questão é que a idade da pedra não acabou por falta de pedras, simplesmente foi identificado que o bronze atendia melhor as expectativas e depois o ferro e assim por diante, e os gestores da Kodak não perceberam que estavam diante de uma grande oportunidade de novamente inovar e revolucionar o mercado da fotografia, e assim manter sua posição de líder global.

A Kodak continuou a fazer o que sempre fez, de maneira muito eficiente e produtiva, primeiro forneceram as placas metálicas, depois revolucionaram com a máquina de 100 poses, inovaram com o filme de celuloide, forneciam papel fotográfico, produtos químicos, máquinas, equipamentos e eram realmente muito bons no que faziam. Certamente os erros, quando ocorriam, eram rapidamente corrigidos. Todavia esqueceram que as empresas não morrem somente por fazer coisas erradas, elas também morrem por fazer a mesma coisa sempre...



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