Desemprego, a ponta do iceberg.


Segundo dados publicados hoje em agosto/2018 pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em sua Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o desemprego no Brasil chegou a números desanimadores: o país atingiu os 13 milhões de desempregados, e destes, cerca de 3,16 milhões de brasileiros procuram emprego a mais de 2 anos; o pior resultado identificado na pesquisa, que ocorre desde o ano de 2012.

Medidas de Subutilização da Força de Trabalho (%) - Fonte: IBGE – PNAD (Ago/2018)

A pequena redução do desemprego identificada ao se comparar os dois primeiros trimestres do ano, camuflam parte do problema. Em primeiro lugar o número de “desalentados” tem aumentado no país. Esclarecendo que entende-se por desalentado, aquele trabalhador que simplesmente desistiu de procurar emprego. É preciso salientar que para o IBGE, o desempregado não é apenas aquele profissional que que está sem emprego, mas sim quem efetivamente buscou oportunidades nos 30 dias anteriores à pesquisa, percebem que o problema é bem maior?


Também temos o profissional “subocupado”, termo que designa o cidadão que trabalha menos de 40 horas por semana, e sente-se disponível para trabalhar mais, ou seja: aquele que está operando abaixo do seu potencial produtivo e assim contribuindo menos do que poderia para a economia do país.


Os números recentes do IBGE, apontam para um aumento da informalidade, do subemprego e do desalento, segundo os dados apresentados, cerca de 4,8 milhões de brasileiros podem ser enquadrados como desalentados, um número recorde.

O total de pessoas desempregadas ou simplesmente subutilizadas e desalentadas, chega ao alarmante resultado de 27,6 milhões trabalhadores, 24,6% do total da força de trabalho do país.


E os reflexos podem ser facilmente observados nas ruas, o Brasil atingiu em julho deste ano o patamar de 63,4 milhões de pessoas negativadas, 41% do total de adultos do país. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), um crescimento de 4,31% no número de consumidores com restrição no CPF, comparando-se julho/2017 com julho/2018.


Outro ponto relevante a citar: no nordeste, este número cresceu a uma taxa superior à média nacional, chegando a 4,84%, perdendo apenas para região Sudeste que bateu os 10%.

Com desemprego em números elevados, crescimento do subemprego e da informalidade, é natural que a renda do trabalhador recue. Pesquisa recente da LCA Consultores, analisando números da PNAD entre os anos de 2014 e 2018, estimou uma queda na renda média do trabalhador brasileiro da ordem de 4,5% no período.


Com destaque para o resultado pífio das economias de Pernambuco, com uma queda de 20,3% no período; seguido de perto por Alagoas e Sergipe, respectivamente 19,9% e 19%, números expressivos e que refletem-se nos resultados do varejo e no ambiente de negócios em geral.


No nordeste o destaque positivo fica para Paraíba, com crescimento de 3,1%, e que juntamente com Rondônia (4,0%) e Matogrosso do Sul (8%), apresentaram um resultado dissonante, merecendo o devido destaque.


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