Encerrando o terceiro trimestre: como vai nossa economia?



Setembro de 2018 chega ao fim, e com o nono mês do ano, encerramos também o terceiro trimestre de 2018. Com o Brasil ainda em compasso de espera pelas eleições que se aproximam, temos no país um cenário onde se destacam o aumento da instabilidade no mercado financeiro e um lento processo de recuperação da atividade econômica.


Ao observarmos o PIB do trimestre imediatamente anterior, em comparação ao que se encerra, é possível perceber um fraco crescimento, cerca de 1,1%. Todavia, faz-se necessário compreender que o resultado ocorre após a greve dos caminhoneiros, que gerou um choque adverso de oferta, cujos efeitos mais representativos, só agora podem ser demonstrados.


Internacionalmente, alguns elementos catalisam o processo, o recrudescimento da guerra comercial entre dois dos maiores players do comércio internacional: USA e China. Evento que pode em um primeiro momento beneficiar a economia nacional, uma vez que permite ao Brasil apropriar-se de vantagens no comércio de commodities. No logo prazo, caso persista o imbróglio, certamente trará prejuízos a todo comércio internacional, inclusive dos países envolvidos. Todavia, projeções apontam que a economia nacional, basicamente a exportação de ferro e soja, pode crescer até 30% no curto prazo, inclusive graças ao efeito combinado da desvalorização do real.


No mercado cambial, o dólar continua valorizado diante do real. Neste campo, dois elementos precisam ser observados: inicialmente o desempenho da economia norte americana, com baixas taxas de desemprego a inflação sofre uma pressão, o que leva a elevação das taxas de juros, e neste caso, é natural que investidores que em geral aplicam em países emergentes, migrem suas carteiras para títulos norte-americanos, papéis mais seguros, elevando com isto ainda mais o dólar frente ao real.


Por outro lado, no Brasil, em um cenário onde a instabilidade campeia, investidores que recentemente aportaram seus recursos no país, tendem a se retirar para proteger seus ativos, desvalorizando ainda mais o real frente ao dólar.


A este quadro, precisamos acrescentar que o cenário fiscal do país ainda é marcado por um desajuste estrutural significativo, que afeta de forma negativa as decisões de investimento e consumo dos agentes econômicos, o que adiciona ainda mais peso a tentativa de recuperação da economia nacional.


A economia brasileira encerra seu terceiro trimestre ainda patinando: com o PIB 6% abaixo do nível pré-recessão e taxa de desemprego girando em torno dos 12,5%. É importante lembrar, conforme comentado em nosso artigo: Desemprego, a ponta do iceberg, que a pequena redução do desemprego, camufla grande parte do problema.

No Brasil, cresce o número de desalentados, ou seja: aquele trabalhador que simplesmente desistiu de procurar emprego.


Neste turbilhão, temos ainda que observar o caso do preço dos combustíveis, o preço do petróleo está a caminho de seu quinto trimestre consecutivo de alta, o mais longo período desde o início de 2007. Porém, sem uma pressão relevante na OPEP – Organização dos Países Exportadores de Petróleo, os preços tendem a continuar sua escalada.


Quanto a inflação, conforme apontado pelo Ipea - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, “O elevado grau de ociosidade da economia tem contribuído para manter essa distância entre a inflação ao produtor e a inflação ao consumidor.”, mantidas as expectativas para 2018, girando em 4,2%.


De positivo, podemos esperar que com o processo eleitoral definido, a redução das incertezas possa permitir maiores avanços, que passam necessariamente pelo equacionamento do desequilíbrio estrutural das contas públicas e à adoção de medidas adicionais necessárias ao destravamento do investimento em capital produtivo e de infraestrutura e ao aumento da produtividade geral da economia.


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