Inflação: como nos afeta.



O termo inflação, é assunto recorrente nos noticiários, todavia para o público em geral, muitas vezes não é tão simples perceber o quão perniciosos podem ser seus efeitos para a vida do cidadão comum. Inicialmente precisamos recordar que compreendemos inflação como o aumento generalizado dos preços em vigor numa dada economia, observados estes preços ao longo de um certo período de tempo. A partir da compreensão correta do termo, entendemos então, que tal evento, naturalmente reduz o poder de compra do cidadão, que agora (após a ocorrência do aumento generalizado dos preços) precisa de mais dinheiro para obter a mesma quantidade de bens que obtinha antes.


O próprio conceito, por si só, já apresenta um dos efeitos do processo inflacionário: a perda de poder de compra. Com a elevação generalizada dos preços, o cidadão, agora precisa de uma maior quantidade de dinheiro para comprar as mesmas coisas que antes. Toda dona de casa ao realizar suas compras semanais, percebe sabiamente o processo inflacionário. E, principalmente, conforme apresentamos em artigo anteriormente publicado, sente que nem sempre a inflação medida pelos órgãos oficiais, representa exatamente as perdas da família.


É importante comentar, todavia, que a inflação atinge a economia também em outros pontos decisivos, e que por vezes não são rapidamente observados por essa mesma dona de casa, que sabiamente percebe a inflação que corrói o poder de compra de sua família.


Uma segunda observação, mais acurada, precisa ser feita quanto ao processo inflacionário. Este, quando instalado, é responsável por provocar vários outros problemas, que não apenas reduzir o poder de compra do trabalhador. Como por exemplo, ampliar as já existentes distorções de renda da sociedade. A inflação, ao reduzir o poder de compra de toda a sociedade, é ainda mais danosa para os trabalhadores assalariados, que dependem de rendimentos fixos, reajustados dentro de prazos legais largos, com índices que muitas vezes refletem em perdas reais de renda.


Os trabalhados assalariados de renda mais baixa, são os mais atingidos pela inflação, pois além de apresentarem pouca capacidade de realizar poupança, não tem condições de manter aplicações financeiras que garantiriam seu poder de compra. A partir desta ótica, é fácil perceber que o processo inflacionário é danoso para economia, na medida em que amplia o já existente abismo entre as classes sociais. Pois preserva em grande medida o patrimônio das classes mais abastadas, enquanto corrói a renda do trabalhador assalariado e desprotegido das elevações de preço.


Todavia é falacioso pensar que a inflação é benéfica para o setor empresarial. Na medida em que uma economia apresenta um processo inflacionário instalado, percebe-se distorções quanto as expectativas futuras, e o setor produtivo é extremamente sensível as situações de instabilidade, pois estas dificultam o planejamento de investimentos e geram imprevisibilidade quantos aos seus lucros. A partir dessa perspectiva, é natural que o setor empresarial aguarde um cenário de maior estabilidade, para tomar as decisões de investimento, o que reflete diretamente na capacidade produtiva e consequentemente no nível de emprego, atual e futuro de uma economia.


Outra situação muito comum em países que apresentam processos inflacionários crônicos, é o desestimulo a poupança, pois na medida que a moeda perde valor, é natural que os que detém moeda prefiram aportar esses recursos em bens como: terra, imóveis ou mesmo ouro, que tendem a preservar seu valor em situações de crise.


Outro ponto poucas vezes observado pelo cidadão comum, porém com reflexos profundos, é o efeito do processo inflacionário sobre o balanço de pagamentos. O balanço de pagamentos é o registro contábil de todas as transações que um país realiza com o restante das outras nações do mundo, envolvendo a compra e venda de mercadorias, serviços e transações com capitais.


Quando o processo inflacionário ocorre mais fortemente em um país, de maneira a elevar os preços dessa economia (mais afetada pela inflação), em níveis superiores aos preços internacionais. O produto nacional fica literalmente mais caro que os produtos produzidos no exterior, estimulando as importações e desestimulando as exportações de bens e serviços. Como consequência, a nação como maior inflação que o resto do mundo incorrerá em uma redução do saldo da balança comercial (total das exportações menos importações).


Agora vamos imaginar um situação hipotética onde a economia acima citada, apresenta uma situação na qual a saída de moedas estrangeiras, no conjunto das transações do país com o resto do mundo, supera a entrada dessas moedas, ou seja, falando como economista: quando ocorre um déficit cambial.


As autoridades, nessa situação, serão levadas a tentar minimizar o déficit permitindo desvalorizações da moeda para estimular as exportações e segurar as importações, todavia importações necessárias a dinâmica da economia como petróleo (e seus derivados), máquinas e equipamentos, insumos e matéria-prima, imediatamente tem seus preços elevados, influenciando toda a cadeia e gerando ainda mais inflação.


Quando falamos em assuntos de economia e inflação não é diferente, precisamos entender não apenas o que é o conceito, mas refletir sobre como todas as variáveis envolvidas respondem as mudanças.


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