Inflação, infla o que mesmo?



Dois homens estavam passeando num balão e se perderam. Decidiram então baixar o balão e perguntar para algum transeunte sobre sua localização, e assim o fizeram.


Perguntando ao primeiro transeunte que passava: “ei, você poderia nos dizer onde estamos ?”


Obtiveram como resposta: “claro, vocês estão em um balão”, respondeu o transeunte prontamente.


Um dos balonistas olhou para o outro e concluiu: “este homem deve ser um economista”. A resposta é precisa, correta, mas não serve para absolutamente nada.


Infelizmente sinto-me muitas vezes assim, ao responder algumas questões de economia, uma destas ocorre quando estamos conversando sobre inflação.


Certa vez, lembro-me, que enquanto estávamos sendo entrevistados por uma conhecido programa de rádio da cidade, e tratávamos justamente do tema inflação. Comentávamos dentre outras coisas como a inflação estava satisfatoriamente baixa no período, e fomos surpreendidos quando um ouvinte enviou uma mensagem perguntando o que “estes economistas fumavam?”.


De fato, para nosso ouvinte, cidadão comum, a inflação percebida certamente não estava dentro dos padrões aceitáveis, até por que a inflação é apenas um índice que expressa a variação de preços de uma lista específica de bens em um determinado período e aquele índice, não necessariamente expressava a realidade de sua vida pessoal.


Mas vamos entender melhor, primeiramente a inflação precisa ser compreendida como um fenômeno econômico importante, embora relativamente negligenciada no passado. Todavia, como é típico das questões da economia, se insere em todo contexto social. Mas para falar de inflação, precisamos inicialmente abordar o tema de maneira correta.


A simples elevação de preços não é por si só inflação. Um açougueiro que elevou o preço da carne não pode ter esse aumento compreendido como inflação. Até por que o vendedor de frango pode ter reduzido seu preço e a dinâmica economia faz com o consumidor não venha a perder seu poder de compra, uma vez que pode substituir um item por outro com relativa facilidade.


Inflação, conceitualmente, é compreendida como o aumento generalizado dos preços em vigor numa dada economia, observados estes preços ao longo de um certo período de tempo. O que reduz o poder de compra do cidadão, que agora precisa de mais dinheiro para obter a mesma quantidade de bens que obtinha antes.


Então, compreendemos que inflação é o aumento generalizado e não apenas o aumento de preço de um item ou outro. Todavia convenhamos, não é fácil criar uma medida para um conceito tão amplo!


Primeiramente precisamos entender que para obter um “índice de inflação” precisamos definir algumas questões apropriadamente: inicialmente precisamos estabelecer um período de referência, uma base (fixa ou móvel), janeiro de 2018, por exemplo.


Para se obter um índice (de inflação ou não) o valor observado na base será o numerador pelo qual será dividido o valor observado no período em análise, multiplicando-se o resultado por 100, chegamos a um índice.


Mas não chegamos ainda nem perto de criar nosso índice de inflação. Para tal, precisamos antes identificar uma cesta hipotética de bens que represente a parcela da população para qual desejo identificar a inflação, no Brasil utilizamos normalmente o IPCA - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, produzido pelo IBGE desde 1980, e que nos serve de base para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de inflação, adotado a partir de julho de 1999, bem como para o balizamento da política monetária nacional. Sendo considerado o índice oficial de inflação do país.


Este índice é apontado a partir de uma cesta de bens, com base em famílias com recebimento mensal de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte.


Temos ainda o INPC, que analisa uma cesta de bens com foco em famílias com rendimento mensal de 1 a 6 salários mínimos, com chefes assalariados, o índice foi criado inicialmente com o objetivo de orientar os reajustes de salários dos trabalhadores, pois calcula a inflação para famílias com renda mais baixa.


É importante frisar que mesmo que os índices não apresentem resultados idênticos, apresentam a mesma tendência, por isso são adequados às análises. Porém a inflação de cada família é diferente e por isso a percepção da elevação de preços é também diferente para cada família.


É comum todavia que famílias de faixas de renda diferentes, aloquem recursos em itens diferentes, por exemplo: usualmente as famílias de renda mais elevada, gastam proporcionalmente mais com lazer, educação e aluguel; enquanto as de renda mais baixa alocam proporcionalmente maior parte de sua renda com alimentação, transporte público e medicamentos.


Os índices de inflação são importantes para análises econômicas, percepção de tendências, reajustes e compreensão do contexto econômico. Todavia não necessariamente espelham as variações particulares de cada cidadão ou família, para isto é imprescindível que cada um possa controlar seu orçamento doméstico, avaliar receitas (sua evolução e tendência), bem como os gastos necessários a manutenção de sua família e como estes se comportam no tempo.


Então, que tal acompanhar seu orçamento doméstico e criar seu próprio índice de inflação?


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