Mudança de mentalidade: o desafio das organizações

Atualizado: 15 de Jul de 2019



Quando se diz que o processo de modernização do funcionamento das organizações, o Desenvolvimento Organizacional, não se pode efetuar sem mudança de “mentalidade” das pessoas, o que se quer enfatizar é a importância do aspecto humano e, especialmente, o de mudança de atitudes, em qualquer tipo de reforma administrativa e organizacional, que não se realiza apenas no plano das estruturas, equipamentos e materiais.


Quando se pensa em Educação Permanente, como uma necessidade e uma solução para os problemas de modernização acelerada em todos os setores, na corrida tecnológica que traduz concretamente desenvolvimento econômico e sócio-político, a imagem destacada é a do homem produtivo, da mão de obra qualificada tecnicamente. Os programas de capacitação e aperfeiçoamento de recursos humanos em geral, têm negligenciado a qualificação interpessoal, como se as pessoas pudessem trabalhar juntas, justapostas apenas, à semelhança de máquinas de funcionamento isolado, sem que se considere o complexo sistema de interação humana.


Os principais componentes e aspectos psicológicos do trabalho, personalidade, motivação e comunicação, são abordados e realçados em programas de Desenvolvimento Gerencial quase sempre em nível individual, sem a colocação expressa do contexto natural da atividade: o grupo humano. Esses aspectos do comportamento não são integrados e operacionalizados nas práticas gerenciais, ficando apenas no repertório intelectual do Gerente como teoria verbalizada, mas não aplicada.


Outro equívoco é a expectativa de resultados concretos e imediatos em Educação. Desenvolvimento Interpessoal e Gerencial deve ser considerado como investimento, com retorno certo e inestimável a médio e longo prazos, como processos educativos que são. Os acertos e desacertos em educação aparecem sempre, inevitavelmente, só que muito tempo depois, o que pode iludir e perturbar planejadores, agentes e demandantes do processo. Muitas falhas têm sido cometidas em treinamento operacional e gerencial pela visão estreita de curto prazo uma vez que os componentes informativo-cognitivos parecem trazer resultados imediatos embora nem sempre gerem comprometimento, motivação e mudanças de atitude.


O dilema crítico em desenvolvimento de recursos humanos, envolvendo alguns gestores/dirigentes e especialistas/técnicos, está na expectativa de resultados rápidos e imediatos de um lado e de outro da utilização de uma abordagem humanística de respeito às potencialidades do indivíduo com ênfase no seu crescimento pessoal e plenitude, em longo prazo. O dilema é muito mais ético-moral que tecnológico. Qualquer que seja a orientação, entretanto, de cada profissional envolvido, especialistas ou demandantes de processos desta natureza, é responsável pelas conseqüências de programas de desenvolvimento que afetam outras pessoas.


O grande desafio é não se precipitar quando muitos têm pressa, não desanimar quando muitos não acreditam e não parar de pensar e agir quando muitos se conformam, se tornam passivos ou cedem a pressões imediatistas. Este desafio é de todos nós, adultos, responsáveis e engajados no desenvolvimento de pessoas, grupos e organizações e no resgate da cidadania para a construção de um futuro melhor.


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