Salários, como podemos efetivamente pensar em melhor remunerar ...


Salários e remuneração

Salário, é sempre uma questão de intenso debate, principalmente se observamos de uma perspectiva antagônica, colocando de um lado aqueles que recebem, e de outro, os responsáveis por seu pagamento.


Naturalmente, os assalariados estarão interessados que os seus salários se elevem, para que possam satisfazer suas necessidades de consumo com mais facilidade, o que é extremamente óbvio. Pois, recebem a remuneração como pagamento mais que justo pelo seu trabalho e esforço pessoal, uma conquista e um direito do trabalhador assalariado. Lembrando ainda, que a massa salarial injetada na economia é condição sine qua non à manutenção do bom funcionamento das engrenagens do sistema. E, como bem mencionou Adam Smith, em sua célebre obra: A riqueza das Nações .


“Nenhuma sociedade pode ser florescente e feliz, se a grande maioria de seus membros forem pobres e miseráveis. Além disso, manda a justiça que aqueles que alimentam, vestem e dão alojamento ao corpo inteiro da nação, tenham uma participação tal na produção de seu próprio trabalho, que eles mesmos possam ter mais do que alimentação, roupa e moradia apenas sofrível”


Por outro lado, temos aqueles que pagam os salários, e vamos pensar a partir de sua perspectiva. Tomemos como exemplo um empreendedor hipotético, que analisa as receitas de sua empresa ao longo do tempo, enfrentando oscilações e crises; que observa estupefato o volume de tributos que envolve operar qualquer empreendimento, principalmente em nosso país; afere os custos com os quais se depara diariamente; e avalia os riscos que assume ao empreender.


Podemos crer, que mesmo este cidadão, imbuído dos mais elevados sentimentos, naturalmente tenderá a preferir que os salários não se elevem.


Todavia, precisamos perceber, que conforme apontou Schumpeter , o crescimento da economia não é derivado do crescimento populacional, da renda ou da riqueza, na teoria Schumpeteriana do desenvolvimento, é o empreendedor que inicia a mudança econômica, ao criar “novas combinações”.


O autor, relacionou o processo de desenvolvimento econômico a mudanças endógenas e descontínuas na produção de bens e serviços. Destacando a figura do empreendedor, o empresário schumpeteriano , como agente fundamental do processo de desenvolvimento econômico.


É natural que a partir de uma observação menos cuidadosa, os interesses das partes sejam realmente antagônicos. Todavia, é necessário que ambos os interesses coexistam, e haja a compreensão que são os dois lados da mesma moeda, e que é possível ao fim, convergir os interesses.


Bresser-Pereira , aponta em sua definição de desenvolvimento econômico a imbricação entre este, a produtividade e os salários pagos, definindo:


“O desenvolvimento econômico de um país ou estados-nação é o processo de acumulação de capital e incorporação de progresso técnico ao trabalho e ao capital que leva ao aumento da produtividade, dos salários, e do padrão médio de vida da população.”


E continua em seu texto original, apontando que “a medida mais geral de desenvolvimento econômico é a do aumento da renda por habitante”, pois “mede aproximadamente o aumento geral da produtividade”. Segundo o autor, “o desenvolvimento econômico supõe uma sociedade capitalista organizada... onde há empresários e trabalhadores, lucros e salários, acumulação de capital e progresso técnico, um mercado coordenando o sistema econômico e um estado regulando esse mercando e complementando sua ação coordenadora.”


Bresser-Pereira continua ainda afirmando que:


“O aumento da produtividade ou da produção por trabalhador ocorre tanto na produção dos mesmos bens através da redução sistemática da quantidade de trabalho simples utilizado, quanto através da transferência da mão-de-obra para setores com maior conteúdo tecnológico ou maior valor adicionado per capita. Esta segunda forma de aumento da produtividade é mais que a primeira”


Pode haver crescimento da renda per capita sem desenvolvimento econômico , sim, todavia não é o comum.


Precisamos portanto, discutir de maneira profunda e urgente, políticas públicas que efetivamente elevem a produtividade da economia brasileira, o que certamente resultará em ganhos para o empreendedor, para a sociedade como um todo, e especialmente para os assalariamos, que carecem ser melhor remunerados e assim ter a possibilidade de viver com dignidade. Pois como citou Amartya Sen : “o desenvolvimento pode ser visto como um processo de expansão das liberdades reais que as pessoas desfrutam”.


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